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Mandetta faz grande alerta sobre a intenção do presidente em intensificar o uso de cloroquina, entenda

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Revisor CNF - Publicado em 18/05/2020 às 15:54.
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Não é novidade para ninguém que o presidente Jair Bolsonaro vem tentando utilizar a cloroquina para uso de tratamento de pessoas com sintomas leves do Covid-19. O que o presidente não considera é que o uso do remédio pode causar complicações em outros quadros como arritmia cárdica.

Em entrevista cedida ao Folha, Luiz Henrique Mandetta, ex-Ministro da Saúde, soltou o verbo contra o uso do remédio, se mostrando muito preocupado com as intenções do presidente. O ex-ministro ainda disse que ainda quando estava no cargo, os testes iniciais do remédio apontaram sérios riscos.

Segundo Mandetta, nos testes que ele teve acesso aos resultados, os pacientes que utilizaram o remédio tiveram acompanhamento direto de eletrocardiogramas e tiveram que parar o uso do remédio, pois a cloroquina fez com que os pacientes apresentassem quadros de arritmia e se mantivessem a dosagem levaria a uma parada cardíaca.

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Para o ex-ministro, a intenção do presidente em intensificar o uso do medicamento se finda em apressar as pessoas a voltarem aos trabalhos. Contudo, essa pressão não deve ser feita, o país ainda estaria passando por 1/3 da crise no momento.

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As medidas que o presidente vem tomando para que de alguma forma as pessoas voltem às suas vidas normais traz um sério risco à saúde pública, segundo Mandetta. E ainda concluiu que se realmente for intensificado o uso da cloroquina para pessoas com quadros de sintomas leves do coronavírus, é possível que tenhamos pessoas morrendo dentro de casa sem nem ter tempo de chegar ao hospital com paradas cardíacas graves.

Para quem defende, ou para quem critica o presidente lhe convido para uma breve reflexão. Vale a pena correr um risco tão grande para a economia voltar a funcionar? Sua vida e de seus familiares valem o risco?

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